sábado, 27 de dezembro de 2008

Hierarquias...


Os pais da igreja e os teólogos geralmente ensinam que os anjos se distribuem em três grandes hierarquias ou principados e cada hierarquia em três companhias ou coros.
_Os da primeira e mais elevada hierarquia, são designados por nomes que decorrem das funções de desempenho no céu. Uns são chamados Serafins porque são como que chamejantes perante Deus pelos adoradores da caridade; outros se chamam Querubins porque são um reflexo luminoso da divina sabedoria e outros ainda se chamam tronos porque proclamam a grandeza de Deus e a fazem resplandecer.
_Os da segunda hierarquia recebem os seus nomes em virtude das operações que lhes são confiadas no governo geral do universo. São dominações que determinam aos anjos das ordens inferiores as suas missões e os seus encargos; as virtudes que atendem aos prodígios exigidos pelos grandes interesses da igreja e do gênero humano; as potências que protegem pelo seu poder e a sua vigilância as leis que regem o mundo físico e moral.
_Os de terceira hierarquia exercem em partilha a direção das sociedades e das pessoas. São os principados, prepostos dos reinos, das províncias e das dioceses; os arcanjos que transmitem as mensagens de elevada importância. Os anjos guardiões que acompanham a cada um de nós, velando pela nossa segurança e pela nossa santificação.
Todas as religiões têm seus anjos, com diferentes nomes, ou seja, seres superiores à humanidade, intermediários entre Deus e os homens. Mas o materialismo, nega qualquer existência espiritual além da vida orgânica e naturalmente colocou os anjos entre as ficções e as alegorias. Porém a crença nos anjos faz parte essencial dos Dogmas da igreja.
Se Lúcifer e seus anjos eram perfeitos; como puderam falhar, desconhecendo dessa maneira a autoridade de Deus em cuja presença se encontravam? Poder-se-ia acreditar que, se tivessem chegado a esta eminência de maneira gradual, após haver passado pelos planos da imperfeição, pudessem ter sofrido uma queda dolorosa. Mas o que torna o problema mais incompreensível é que são apresentados perfeitos. A conseqüência dessa teoria é a seguinte: Deus quis fazê-los perfeitos, desde que os cumulou de todos os seus dons, mas se enganou. Assim segundo a igreja, Deus não é infalível.
Está escrito...
“Teu orgulho foi precipitado nos infernos, teu corpo morto tombou na terra, tua cama será a podridão e a tua vestimenta será os vermes. Como tombaste do céu Lúcifer, tu que parecias tão brilhante como o sol ao meio-dia? Como foste lançado sobre a terra, tu que golpeava e ferias as nações, que dizias no teu coração:
Eu subirei ao céu e estabelecerei meu trono sobre os astros de Deus e me assentarei sobre a montanha da aliança, nos flancos do arquilão, me colocarei sobre as nuvens mais elevadas e serei semelhante ao altíssimo? E, no entanto foste precipitado desta glória para o inferno, até os mais fundos dos abismos. Os que puderem ver-te, aproximando de ti, depois de te encararem, dirão: É este o homem que atemorizou a terra, que encheu de terror os reinos e transformou o mundo em um deserto, destruiu as cidades e prendeu em cadeias os que fez prisioneiros ?
(Isaías, cap.14 v.11-17)
Ele que nos fez do esquecimento e do perdão das ofensas uma lei expressa, que nos ensinou a pagar o mal com o bem, que colocou o amor pelos inimigos no primeiro lugar entre as virtudes que devem nos conduzir ao céu, queria então que os homens fossem mais justos, melhores, mais compassivos que o próprio Deus?
O quadro hierárquico dos anjos nos mostra que muitas ordens têm nas suas atribuições, o governo do mundo físico e da humanidade, sendo que foram criados para esse fim. Mas, segundo a gênese, o mundo físico e a humanidade só existem a 6 mil anos. O que faziam esses anjos antes desta criação, durante a eternidade se os objetos das suas ocupações não existiam? Os anjos foram criados desde toda eternidade? Assim deve ser, pois se destinam à glorificação do altíssimo. Se Deus os criou em alguma época determinada, então ele esteve até essa época, quer dizer, durante uma eternidade sem adoradores. E a criação do universo remontado a 6 mil anos constitui um artigo de fé de tal maneira fundamental, que há poucos anos ainda a ciência foi anatematizada porque vinha destruir a cronologia bíblica, provando por suas investigações a elevada antiguidade da terra e dos seus habitantes.
“O começo dos tempos só pode ser a eternidade anterior, por que o tempo é infinito como o espaço, não tem começo nem fim”.

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