sábado, 31 de janeiro de 2009

"A Verdade da Mentira"


Desde o pôr-do-sol de sexta-feira até quase ao amanhecer do sol de domingo, Jesus repousou em seu sepulcro. Quando o anjo Gabriel, o anjo que substituiu Lúcifer no céu, aproximou-se da sepultura, a terra remeu e os soldados ficaram no chão como mortos.
O anjo Gabriel bradou: "Filho do homem ressurge"!
E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra da porta, e sentou-se sobre ela. E o seu aspecto era como um relâmpago, e as suas vestes brancas como neve. E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados, e como mortos.Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscais a Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como havia dito. Vinde, vede o lugar onde o Senhor jazia.Ide pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dentre os mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito.
(Mateus cap.28 v.1-7)
Cristo saiu do sepulcro glorifocado com todo o poder de Deus. Os mesmos guardas que o ridicularizaram, que lhe colocaram uma corôa de espinhos, agora o viram em glória e majestade. Ficaram desmaiados até Jesus retirar-se do sepulcro. Ao se recuperarem do susto, voltaram para Jerusalém e tremendo contaram toda a verdade: "Foi o filho de Deus que foi crucificado, ouvimos o anjo proclamar".
E, congregados eles com os anciãos, e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, Dizendo: Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram.
E, se isto chegar a ser ouvido pelo presidente, nós o persuadiremos, e vos poremos em segurança. E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado este dito entre os judeus, até ao dia de hoje.
(Mateus cap.28 v.12-15)

Esperança...


"Ora, a vida eterna é esta: que reconheça a tí, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste".
(João cap.17 v.3)
"Se a nossa mensagem é que Cristo foi ressucitado, como é que alguns de vocès dizem que os mortos não vão ressucitar? Se não existe a ressureição de mortos, então quer dizer que cristo não foi ressucitado. E se Cristo não foi ressucitado, nós não temos nada para anunciar, e vocês não tem nada para crer.
E mais ainda: Nesse caso estaríamos mentindo contra Deus, por que afirmamos que ele ressucitou Cristo. Mas se é verdade que os mortos não são ressucitados, então Deus não ressucitou Cristo. Por que se os mortos não são ressucitados, Cristo também não foi ressucitado.
E se Cristo não foi ressucitado, a fé que vocês têm é uma ilusão, e vocês continuam perdidos nos seus pecados. Se Cristo não ressucitou, os que morreram crendo nele, estão perdidos. Se a nossa esperança em Cristo só vale para está vida, nós somos as pessoas mais infelizes deste mundo".
(I Coríntios cap.15 v.12-19)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

"Condessa de Sangue"


Suposições para o mito vampírico podem ser encontradas historicamente, extrapoladas por alguns fatos extraordinários. Como o caso da "Condessa de Sangue".
Os modos da Condessa húngara do século XVI chamada Elizebeth Bathory poderiam rivalizar com as histórias de terror de qualquer país. Seus crimes eram malignos além da descrição, e às vezes ela parecia mais insana que o próprio diabo. Quando estava fazendo pesquisa para seu livro sobre vampiros, Bram Stoker encontrou um livro chamado "O livro dos Lobisomens" do Reverendo Sabine Baring-Gould. (autores Raymond McNally e Radu Florescu sugerem que o verdadeiro Dracula - sim, existiu um - pode ser relacionado à Bathory e o lado húngaro de sua família). Nesse trabalho foi descrito os modos sinistros da chamada Condessa de Sangue. E parece que essa estória, entre outras coisas, deu inspiração à Stoker para sua visão do Conde Dracula. E é fato que o primo de Elizebeth, Stephen Bathory, seria um dia proclamado príncipe na Transylvania.
Elizebeth era uma mulher bem-educada e esperta, mas possuía um vestígio de crueldade. Aparentemente temendo por sua mortalidade após a morte do marido, ela tornou-se sádica com seus criados e eventualmente buscava se não por longevidade, então ao menos pela eterna juventude de sua pele, banhando-se em sangue. Elizebeth aprendeu a arte da tortura com seu marido, um soldado acostumado a brutalizar os turcos prisioneiros de guerra. Bathory assassinou muitas mulheres, algumas vezes ajudada em seus métodos brutais por seus escravos (não muito diferente do Dracula ficcional, que comandava seus próprios servos para fazerem o trabalho sujo).
Bathory espancava suas vítimas e as mutilava também. Ela também congelava mulheres nas neves de inverno perto de seu castelo, chamado Csejthe, derramando água gelada nelas. Houveram também atos de canibalismo, como uma vez em que a Condessa mordeu várias vezes uma serva ainda viva. Também há relatos de que a Condessa literalmente se banhava em sangue de garotas virgens na esperança de permanecer sempre jovem. (Ainda que, ao menos uma das fontes diz que os tais "banhos de sangue" são mais ficção que realidade.) Mesmo assim, está muito claro que a Condessa húngara Elizebeth Bathory realmente existiu e que ela também cometeu tais crimes. Outra fonte diz que ela bebeu o sangue de 650 garotas, que também foram assassinadas.
Com a contagem de corpos crescendo, os servos de Bathory jogavam os corpos para fora do castelo. Quando o povo do local encontraram os corpos mortos, exangues, naturalmente eles pensaram em ataques de vampiros. O rumores se espalharam.
Em 1610 ela foi presa após tentativa de matar garotas de origem nobre; aparentemente ela foi acusada de bruxaria, não de vampirismo "per se". Mas as vítimas foram encontradas em seu castelo, todas elas sem sangue. O servo foi condenado à morte pelas autoridades e Elizebeth foi aprisionada no quarto em seu castelo nos Montes Cárpatos até sua morte, anos depois. As únicas evidências reais das atrocidades de Bathory foram recontadas em seus dois julgamentos em 1611 - porém como ela nunca foi liberada para aparecer pessoalmente na corte, apenas seu servo apareceu. Então, muitos mitos à respeito dela continuaram a aparecer. Mesmo hoje em dia, tem quem diz que pode-se ver o fantasma dela em sua terra natal, nos Cárpatos, vagueando pela noite... em busca de sangue!
A estória de Elizebeth Bathory demonstra como o mito do vampiro pode ser aumentado pela má interpretação das ações da vida real e de comportamento criminoso alimentado pela ignorância dos crentes.

Martelo das Bruxas...


Em 1486 foi publicado um livro chamado Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas) escrito por dois monges dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger. O Malleus Maleficarum é uma espécie de manual que ensina os inquisidores a reconhecerem as bruxas e seus disfarces, além de identificar seus supostos malefícios, investigá-las e condená-las legalmente. Além disso, também continha instruções detalhadas de como torturar os acusados de bruxaria para que confessassem seus supostos crimes, e uma série de formalidades para a execução dos condenados. Ainda, o tratado afirmava que as mulheres deveriam ser as mais visadas, pois são naturalmente propensas à feitiçaria. O livro foi amplamente usado por supostos "caçadores de bruxas" como uma forma de legitimar suas práticas.Alguns itens contidos no Malleus Maleficarum que tornavam as pessoas vulneráveis à ação da Santa Inquisição:Difamação notória por várias pessoas que afirmassem ser o acusado um Bruxo.Se um Bruxo desse testemunho de que o acusado também era Bruxo.Se o suspeito fosse filho, irmão, servo, amigo, vizinho ou antigo companheiro de um Bruxo.Se fosse encontrada a suposta marca do Diabo no suspeito.Gradativamente, contando com o apoio e o interesse das monarquias européias, a carnificina se espalhou por todo o continente. Para que se tenha uma idéia, em Lavaur, em 1211, o governador foi enforcado e a esposa lançada num poço e esmagada com pedras; além de quatrocentas pessoas que foram queimadas vivas. No massacre de Merindol, quinhentas mulheres foram trancadas em um celeiro ao qual atearam fogo. Os julgamentos em Toulouse, na França, em 1335, levaram diversas pessoas à fogueira; setecentos feiticeiros foram queimados em Treves, quinhentos em Bamberg. Com exceção da Inglaterra e dos EUA, os acusados eram queimados em estacas. Na Itália e Espanha, as vítimas eram queimadas vivas. Na França, Escócia e Alemanha, usavam madeiras verdes para prolongar o sofrimento dos condenados. Ainda, a noite de 24 de agosto de 1572, que ficou conhecida como "A noite de São Bartolomeu", é considerada "a mais horrível entre as ações inquisidoras de todos os séculos". Com o consentimento do Papa Gregório XIII, foram eliminados cerca de setenta mil pessoas em apenas alguns dias.Além da Europa, a Inquisição também fez vítimas no continente americano. Em Cuba iniciou-se em 1516 sob o comando de dom Juan de Quevedo, bispo de Cuba, que eliminou setenta e cinco hereges. Em 1692, no povoado de Salem, Nova Inglaterra (atual E.U.A.), dezenove pessoas foram enforcadas após uma histeria coletiva de acusações. No Brasil há notícias de que a Inquisição atuou no século XVIII. No período entre 1721 e 1777, cento e trinta e nove pessoas foram queimadas vivas.No século XVIII chega ao fim as perseguições aos pagãos, sendo que a lei da Inquisição permaneceu em vigor até meados do século XX, mesmo que teoricamente. Na Escócia, a lei foi abolida em 1736, na França em 1772, e na Espanha em 1834. O pesquisador Justine Glass afirma que cerca de nove milhões de pessoas foram acusadas e mortas, entre os séculos que durou a perseguição.

Caça as Bruxas...


A Santa Inquisição teve seu início no ano de 1184, em Verona, com o Papa Lúcio III. Em 1198, o Papa Inocêncio III já havia liderado uma cruzada contra os albigenses (hereges do sul da França), promovendo execuções em massa. Em 1229, sob a liderança do Papa Gregório IX, no Concílio de Tolouse, foi oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício. Em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou o documento intitulado Ad Exstirpanda, que foi fundamental na execução do plano de exterminar os hereges. O Ad Exstirpanda foi renovado e reforçado por vários papas nos anos seguintes. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXII) declarou oficialmente que a Bruxaria, e a Antiga Religião dos pagãos constituíam um movimento e uma "ameaça hostil" ao cristianismo.
Os inquisidores, cidadãos encarregados de investigar e denunciar os hereges, eram doutores em Teologia, Direito Canônico e Civil. Inquisidores e informantes eram muito bem pagos. Todos os que testemunhassem contra uma pessoa supostamente herege, recebiam uma parte de suas propriedades e riquezas, caso a vítima fosse condenada.
Os inquisidores deveriam ter no mínimo 40 anos de idade. Sua autoridade era outorgada pelo Papa através de uma bula, que também podia incumbir o poder de nomear os inquisidores a um Cardeal representante, bem como a padres e frades franciscanos e dominicanos. As autoridades civis, sob a ameaça de excomunhão em caso de recusa, eram ordenadas a queimar os hereges. Camponeses eram incentivados (ludibriados com a promessa de ascenderem ao reino divino ou através de recompensas financeiras) a cooperarem com os inquisidores. A caça às Bruxas tornou-se muito lucrativa.
Geralmente as vítimas não conheciam seus acusadores, que podiam ser homens, mulheres e até crianças. O processo de acusação, julgamento e execução era rápido, sem formalidades, sem direito à defesa. Ao réu, a única alternativa era confessar e retratar-se, renunciar sua fé e aceitar o domínio e a autoridade da Igreja Católica. Os direitos de liberdade e de livre escolha não eram respeitados. Os acusados eram feitos prisioneiros e, sob tortura, obrigados a confessarem sua condição herética. As mulheres, que eram a maioria, comumente eram vítimas de estupro. A execução era realizada, geralmente, em praça pública sob os olhos de todos os moradores. Punir publicamente era uma forma de coagir e intimidar a população. A vítima podia ser enforcada, decapitada, ou, na maioria das vezes, queimada.

"Corpos Sagrados"


A evidência de que a Igreja ainda acredita em vampiros é encontrada nos escritos do teólogo Leo Allatius. Como estudioso da Igreja, ele estudou os Vrikolakas, os vampiros gregos. Em um documento de 1645 ele conclui que alguns vampiros são resultados da excomungação. A prova de vampirismo grego é a falta de decomposição do corpo, indicando que ele não pode deixar o plano terrestre. Um corpo inchado também era evidência de possível vampirismo. Como alguns corpos não se decompunham rapidamente, pela química do solo ou temperatura do ar, e também alguns inchavam pelo processo natural de produção de gases no organismo morto, muitos cadáveres foram erroneamente nomeados como vampiros. Em contra- partida, a incorruptibilidade - incapacidade do corpo de se decompor - era sinal de santidade do cadáver. A diferença era que o vampiro não apenas se decompunha, mas também ficava grotescamente pálido, enquanto que os "corpos sagrados" permaneciam perfeitamente intactos, como se ainda vivessem. E também, vampiros cheiravam muito mal, enquanto os corpos sagrados não.
Também existia uma crença comum entre os antigos cristãos gregos que um padre ou bispo que excomungasse um agente do mal preveniria o tal corpo da decomposição, uma vez que a alma não estava livre para ascender aos céus, e sim solta na terra para vagar até receber o perdão de seus pecados. Na Igreja do Ocidente essa crença também era seguida. Existiu o caso do Arquibispo de Brehme, no século X, Santo Libentinus. Ele havia dito que excomungou alguns piratas, e o corpo de um deles foi descoberto vários anos depois, sem sinais de decomposição. Aparentemente, é pedido o perdão dos pecados por um bispo antes que o corpo se dissolva em cinzas. Os clérigos eram capazes de fazerem ou matarem um vampiro através de absolvição e excomungação.
Leo Allatius foi um dos primeiros estudiosos a declarar oficialmente que os vampiros eram crias do demônio e que eles rondavam as noites.
A prova de que a Igreja tinha poder sobre os vampiros (lembre-se de que vampiros fugiam de crucifixos e cruzes sagradas, se bem que os modernos vampiros são menos susceptíveis à esses símbolos) data desde a Inglaterra medieval. Um escritor chamado Willian de Newburgh discutiu o caso de um homem que morreu no séc XII a.C. Supostamente, ele se reergueu da tumba para desespero de sua esposa. Após causar muita confusão com os moradores do vilarejo e com os clérigos, o bispo da região perdoou por escrito todos os pecados passados do cadáver. O caixão foi aberto, e o documento foi colocado em cima do corpo do "vampiro". As pessoas ficaram surpresas - ou nem tanto - em ver que o corpo estava sem nenhum sinal de decomposição, provando o vampirismo. Mas, para a felicidade geral, assim que o perdão foi colocado no caixão, o vampiro desapareceu. Note que esse método de exorcizar o vampiro com um documento oficial da Igreja é bem mais sutil que os métodos utilizados na época, como a decapitação, queimar o corpo, arrancar o coração ou mesmo atravessá-lo com uma estaca de madeira.
Por volta de 1700 a universidade Sorbonne de Paris se oporia formalmente à prática comum de se mutilar corpos mortos para evitar os vampiros. A Sorbonne (onde o renomado escritor Voltaire uma vez ficou chocado ao ver uma discussão sobre a legitimidade do vampiro mitológico) finalmente tomou uma atitude aparentemente radical alegando que a prática de se mutilar corpos mortos era baseada em superstições irracionais.
A crença em vampiros, contudo, não seguia sem criticas inteligentes. Dom Agostine Calmet, um monge beneditino francês, escreveu um livro em 1746 que desafiava a questão da existência dos vampiros, chamado comumente de "O Mundo Fantasma". Calmet desafiava as superstições da época e pedia provas antes da aceitação das lendas. Ele duvidava especialmente das proezas sobre-humanas dos vampiros, como voltar da morte. Ele também analisou e criticou as supostas "epidemias vampíricas" da Europa, questionando suas bases na realidade.
Então os séculos de ignorância e superstições deram a vez à Idade da Razão, e vieram os métodos científicos. Hoje a medicina pode provar que as pragas, como a Peste Negra, não foram espalhadas por demônios, nem vampiros metafísicos, mas de maneira bem física, diria microscópica, de maneira biológica.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Século XXI


3º Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
4º Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho; mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.
5º Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
"A jovem Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, está de volta ao Centro de Ressocialização de Rio Claro, no interior de São Paulo. Ela chegou ao presídio por volta das 4h30, logo após o julgamento".
6º Não matarás.
"Quando voltou ao apartamento Alexandre Nardoni reclamou novamente com a menina, sua esposa Anna Carolina Jatobá entrou na discussão. E essa discussão se estendeu por volta de 10minutos. Os 2 chegaram a trocar ofensas, Alexandre então ficou incontrolável, inexplicavelmente, pegando a menina e asfixiado-a. Logo depois enfurecido pegou uma tesoura e começou a cortar a grade do apartamento dizendo que a vontade dele era de jogar a menina, como não conseguiu pegou uma faca e terminou a abertura. Ainda fora de si, e em uma atitude inexplicável Alexandre empurrou a menina pelo buraco que tinha aberto na grade de proteção do quarto dos irmãos. Arrependendo-se imediatamente, mais já era tarde demais. A menina já estava quase morta no jardim do edifício. Ele então conversou rapidamente com sua esposa explicando a ela o que seria dito a policia e fazendo-a jurar que seria aquela a historia e que tinha dinheiro, e nada seria provado contra ele, que seus advogados cuidariam de tudo".
7º Não adulterarás.
"Susana Vieira expulsou Marcelo Silva de casa, anteontem. A amante do ex-policial, Fernanda Cunha, de 24 anos, ligou para a atriz e revelou o caso que estava tendo com ele. Marcelo e Fernanda se conheceram na Praia da Barra, há sete meses, e desde então mantiveram uma relação extra-conjugal".
8º Não furtarás.
"Após roubarem R$ 74 mil do Banco Real no Centro de Santo André, três ladrões fizeram uma "panfletagem" entre os funcionários rendidos da agência, na manhã de segunda-feira. Irônico, o trio criticou deputados e outros políticos e também distribuiu caricaturas de alguns".
9º Não dirás falso testemunho contra o teu proximo.
"Veículos de comunicação divulgaram em notas de pé de página, a libertação de Fritz Louderback e de sua esposa, Barbara Anner, na quinta-feira passada. Eles ficaram presos desde 11 de dezembro de 2007 (mais de treze meses!) sob a acusação de integrarem uma quadrilha de exploração sexual de menores.
Só que, neste caso, o inferno dos acusados persistiu mesmo depois que já havia mostras claras de sua inocência – até suas supostas vítimas manifestaram-se pedindo sua libertação, mas a polícia e o Ministério Público e mesmo a Justiça resistiram enormemente a reparar seus erros. A imprensa até agora não o fez de maneira clara e honesta".
10º Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
"Cerca de 400 agricultores ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadiram ontem uma área de produção da Petrobras localizada em São Sebastião do Passé".
(61 km de Salvador).
Outra ação aconteceu em Itabuna (469 km ao sul de Salvador). Ao menos 200 agricultores do MLT (Movimento de Luta pela Terra) invadiram o escritório do Incra
(Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) na cidade.

2º Mandamento


Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.
(Êxodo cap.20 v.4-6).
(Ecrom – Era a mais setentrional ou mais ao norte, das cinco cidades pertencentes aos príncipes dos filisteus).
“Certo dia, Acazias caiu da sacada do seu quarto no palácio de Samaria e ficou muito ferido. Então enviou mensageiros para consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom, para saber se ele se recuperaria. Mas o anjo do SENHOR disse ao tesbita Elias: “Vá encontrar-se com os mensageiros do rei de Samaria e pergunte a eles: Acaso não há Deus em Israel? Por que vocês vão consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?… Eles responderam: “Um homem veio ao nosso encontro e nos disse: ‘Voltem ao rei que os enviou e digam-lhe: Assim diz o SENHOR: “Acaso não há Deus em Israel? Por que você mandou consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Por isso você não se levantará mais dessa cama e certamente Morrerá!… Ao chegar, disse ao rei: “Assim diz o SENHOR: ‘Acaso não há Deus em Israel? Por que você mandou consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom? Por isso você não se levantará mais dessa cama e certamente morrerá!.”
(2 Reis cap.1 v.2-6).
O povo, ao ver que Moisés demorava a descer do monte, juntou-se ao redor de Arão e lhe disse: “Venha, faça para nós deuses que nos conduzam, pois a esse Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu”. Respondeu-lhes Arão: “Tirem os brincos de ouro de suas mulheres, de seus filhos e de suas filhas e tragam-nos a mim”. Todos tiraram os seus brincos de ouro e os levaram a Arão. Ele os recebeu e os fundiu, transformando tudo num ídolo, que modelou com uma ferramenta própria, dando-lhe a forma de um bezerro. Então disseram: “Eis aí os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito!” Vendo isso, Arão edificou um altar diante do bezerro e anunciou: “Amanhã haverá uma festa dedicada ao SENHOR”. Na manhã seguinte, ofereceram holocaustos e sacrifícios de comunhão. O povo se assentou para comer e beber, e levantou-se para se entregar à farra. Então o SENHOR disse a Moisés: “Desça, porque o seu povo, que você tirou do Egito, corrompeu-se. Muito depressa se desviaram daquilo que lhes ordenei e fizeram um ídolo em forma de bezerro, curvaram-se diante dele, ofereceram-lhe sacrifícios, e disseram: ‘Eis aí, ó Israel, os seus deuses que tiraram vocês do Egito’ ”. Disse o SENHOR a Moisés: “Tenho visto que este povo é um povo obstinado. Deixe-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles, e eu os destrua. Depois farei de você uma grande nação”. Moisés, porém, suplicou ao SENHOR, o seu Deus, clamando: “Ó SENHOR, por que se acenderia a tua ira contra o teu povo, que tiraste do Egito com grande poder e forte mão? Por que diriam os egípcios: ‘Foi com intenção maligna que ele os libertou, para matá-los nos montes e bani-los da face da terra’? Arrepende-te do fogo da tua ira! Tem piedade, e não tragas este mal sobre o teu povo! Lembra-te dos teus servos Abraão, Isaque e Israel, aos quais juraste por ti mesmo: ‘Farei que os seus descendentes sejam numerosos como as estrelas do céu e lhes darei toda esta terra que lhes prometi, que será a sua herança para sempre’ ”. E sucedeu que o SENHOR arrependeu-se do mal que ameaçara trazer sobre o povo. Então Moisés desceu do monte, levando nas mãos as duas tábuas da aliança; estavam escritas em ambos os lados, frente e verso. As tábuas tinham sido feitas por Deus; o que nelas estava gravado fora escrito por Deus. Quando Josué ouviu o barulho do povo gritando, disse a Moisés: “Há barulho de guerra no acampamento”. Respondeu Moisés: “Não é canto de vitória, nem canto de derrota; mas ouço o som de canções!” Quando Moisés aproximou-se do acampamento e viu o bezerro e as danças, irou-se e jogou as tábuas no chão, ao pé do monte, quebrando-as. Pegou o bezerro que eles tinham feito e o destruiu no fogo; depois de moê-lo até virar pó, espalhou-o na água e fez com que os israelitas a bebessem. E perguntou a Arão: “Que lhe fez esse povo para que você o levasse a tão grande pecado?”
(Êxodo cap.32 v.1-24).

A lei de Deus


“Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim".
(Êxodo cap.20 v.2-3).
A idéia ou compreensão de Deus assumiu, ao longo da história, várias concepções, desde as formas pré-clássicas provenientes das tribos da Antiguidade até os dogmas das modernas religiões.
Deus muitas vezes é expressado como o criador e senhor do universo. Teólogos tem relacionado uma variedade de atributos para concepções de Deus muito diferentes. Os mais comuns entre essas incluem onisciência, onipotência, onipresença, benevolência (bondade perfeita), simplicidade divina, zelo, sobrenatural, eternidade e de existência necessária. Deus também tem sido compreendido como sendo incorpóreo, um ser com personalidade, a fonte de toda a obrigação moral, e o "maior existente". Estes atributos foram todos suportados em diferentes graus anteriormente pelos filósofos teológicos judeus, cristãos e muçulmanos.
A palavra Deus no latino, em inglês God e suas traduções em outras línguas como o grego Θεός, slavo Bog, sânscrito Ishvara, ou arábico Alá são normalmente usadas para toda e qualquer concepção. O mesmo acontece no hebraico El, mas no judaísmo, Deus também é utilizado como nome próprio, o Tetragrama YHVH, que acredita-se referir-se à origem henoteística da religião. Na Bíblia, quando a palavra "Senhor" está em todas as capitais, isto significa que a palavra representa o tetragrama. Deus também pode receber um nome próprio em correntes monoteísticas do hinduísmo que enfatizam sua natureza pessoal, com referências primitivas ao seu nome como Krishna-Vasudeva na Bhagavata ou posteriormente Vixnu e Hari, ou recentemente Shakti.
É difícil desenhar uma linha entre os nomes próprios e epítetas de Deus, como os nomes e títulos de Jesus no Novo Testamento, os nomes de Deus no Qur'an, e as várias listas de milhares de nomes de Deus e a lista de títulos e nomes de Krishna no Vixnuísmo.
Nas religiões monoteístas atuais (judaísmo, zoroastrismo, cristianismo, islamismo, sikhismo e a Fé Bahá'í), o termo “Deus” refere-se à idéia de um ser supremo, infinito, perfeito, criador do universo, que seria a causa primária e o fim de todas as coisas. Os povos da mesopotâmia o chamavam pelo Nome, escrito em hebraico como יהוה (o Tetragrama YHVH). Mas com o tempo deixaram de pronunciar o seu nome diretamente, apenas se referindo por meio de associações e abreviações, ou através de adjetivos como "O Salvador", "O Criador" ou "O Supremo", e assim por diante.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Losing my Religion...


A vida é maior, É maior do que você, E você não está em mim Os extremos que eu irei até A distância em seus olhos. Oh, não, eu falei demais, Eu puxei o assunto... Aquele sou eu na esquina, Aquele sou eu no centro das atenções, Perdendo minha religião, Tentando me igualar a você, E eu não sei se eu consigo fazer isso.... Oh, não, eu falei demais, Eu não disse o suficiente. Eu pensei ter ouvido você rindo, Eu pensei ter ouvido você cantar, Eu pensei ter visto você tentar... Cada sussurro De cada hora acordado, estou Escolhendo minhas confissões, Tentando ficar de olho em você, Como um bobo magoado, perdido e cego. Oh, não, eu falei demais, Eu puxei o assunto... Considere isto [como] A dica do século, Considere isto [como] O deslize que me deixou De joelhos, fracassado. E o que aconteceria se todas essas fantasias Chegassem se debatendo? Agora eu falei demais... Eu pensei ter ouvido você rindo, Eu pensei ter ouvido você cantar, Eu pensei ter visto você tentar... Mas aquilo era apenas um sonho, Aquilo era apenas um sonho... Aquele sou eu na esquina, Aquele sou eu no centro das atenções, Perdendo minha religião, Tentando me igualar a você, E eu não sei se eu consigo fazer isso.... Oh, não, eu falei demais, Eu não disse o suficiente. Eu pensei ter ouvido você rindo, Eu pensei ter ouvido você cantar, Eu pensei ter visto você tentar... Mas aquilo era apenas um sonho (tente... chore... porque... tente) Aquilo era apenas um sonho, apenas um sonho, apenas um sonho... Sonho.

As 3 Marias


Jesus morreu de parada cadiorespiratória, em razão do choque traumático e hipovolêmico, resultante da crucificação.
Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas e Maria Madalena.
(segundo a tradução da Bíblia de Jerusalém).
Mas neste estudo, o que mais nos importa é que Maria, a mãe de Jesus estava junto à cruz, e assistiu à morte de seu filho.
Penso que, devido ao contexto cultural em que se encontravam, que não dava grande importância às mulheres, estas fiéis servidoras de Jesus terão passado despercebidas. Mas, vemos aqui, que esse grupo de mulheres corajosas, inteligentes, algumas com posições importantes na sociedade em que estavam, se mantiveram firmes até ao fim. Mesmo depois do grupo dos apóstolos se dispersar, menos o apóstolo João, apesar de todos os perigos, elas continuaram ao pé de Jesus, assistiram à sua morte e continuaram prontas para o servir.
Esta é uma das cenas mais dolorosas de toda a Bíblia. Maria assistindo à morte do seu próprio filho.
Através dos tempos, esta passagem bíblica tem servido para tema de muitas reflexões da teologia e muitos artistas, desde a Idade Média têm tentado retratar o que se passou. Mas, fiquemos só com a descrição bíblica. Isto nos basta. O evangelho de João, é o único que nos descreve esta cena, pois todos os outros já se tinham dispersado e possivelmente, João é o único discípulo que ficou junto à cruz até ao fim, para poder registrar o que se passou.
Mulher, eis o teu filho. Porque é que, pelo menos nesta ocasião, Jesus não tratou a Maria por mãe?

O Sangue de Cristo...


Os sacerdotes do culto dos mortos não temem lançar um desafio aos deuses supremos, blasfemar para forçar os espíritos do além a manifestarem-se, a tomar sobre si o defunto para a sua longa viagem noturna.
Toda a história mágica dos homens relata a história misteriosa do sangue, o seu poder sobre o destino do homem. O homem transporta a obsessão do sangue através das raças e das civilizações. Podem os homens morrer, desaparecer os impérios, que a humanidade – a mais que velha humanidade – não esquece a presença atemorizante do sangue, a sua presença oculta no interior do corpo, o seu mistério. Cada molécula parece dissimular uma terrível verdade: o próprio segredo do homem e do universo.
Durante sua agonia, também clamou: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?"
(Mateus, cap.27 v.46)
Estudiosos fazem referência a essa citação ao cumprimento do que está profetizado no Salmo 22, visto que essa frase tratava-se do primeiro verso deste capítulo, e era um costume judaico salmodiar segundo as circunstâncias, o que possivelmente Jesus teria feito. Depois de três horas, Jesus morreu. José de Arimatéia e Nicodemos depuseram o seu corpo num túmulo recém-aberto, e o fecharam com uma pedra.

Iesus Nazarenus Rex Iudeorum


No Evangelho segundo João há maiores detalhes sobre os momentos da última ceia entre os capítulos 13 e 17, relatando o momento em que Jesus lavou os pés dos discípulos com água, os diálogos com os apóstolos, os últimos ensinamentos que transmitiu antes de morrer e a oração sacerdotal, a qual foi uma intercessão pela vida dos discípulos e de todos os cristãos.
Mais tarde, na mesma noite, Jesus foi para o jardim de Getsêmani, na encosta do monte das Oliveiras, em frente ao Templo. Três discípulos - Pedro, Tiago e João - faziam-lhe companhia, mas logo adormeceram. Jesus orou em agonia espiritual, mas submeteu-se à vontade de Deus. Um pelotão de homens armados chegou ao jardim para prender Jesus enquanto ele orava. Judas Iscariotes, um dos apóstolos, indicou quem ele era com um beijo. Judas havia traído o Mestre por 30 moedas de prata. Mateus conta que, depois disso, Judas enforcou-se.
Outro fato relevante ocorrido na ocasião da prisão de Jesus foi a reação de um dos discípulos que manejou sua espada e feriu o servo do sumo sacerdoto, cortando sua orelha. Porém, Jesus repreende a seu discípulo e restaura a orelha do soldado. De acordo com o verso 10 do capítulo 18 do Evangelho de João, este discípulo seria Simão Pedro e o servo do sumo sacerdote chamava-se Malco.
Primeiro o acusaram de ameaçar destruir o templo, mas as testemunhas entraram em desacordo. Por fim, perguntaram a Jesus se ele era o Messias, o Filho de Deus e rei dos judeus. Jesus respondeu que era, e foi então acusado de blasfemar ao dizer-se Deus.
Pilatos expôs Jesus e um assassino condenado, de nome Barrabás, na escadaria do palácio, e pediu à multidão que escolhesse qual dos dois deveria ser posto em liberdade. A multidão voltou-se contra Jesus e escolheu Barrabás. Pilatos condenou então Jesus a morrer na cruz. A crucificação era uma forma comum de execução romana, aplicada, em geral, aos criminosos de classes inferiores.
Os soldados romanos zombaram de Jesus por considerar-se rei dos Judeus. Vestiram-no com um manto vermelho, puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos e, na mão, uma vara de bambu. A seguir, espancaram-no e cuspiram nele. Forçaram-no a carregar a própria cruz, como um criminoso.
Os romanos pregaram Jesus na cruz fora da cidade, num monte chamado Gólgota ou Calvário. João conta que escreveram, no alto da cruz, a frase latina Iesus Nazarenus Rex Iudeorum, que significa Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus. Essa inscrição foi também feita em grego e em hebraico. Puseram a cruz de Jesus entre as de dois ladrões. Antes de morrer, Jesus disse: "Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem".

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Arrependimento e Fé...


Muito do que Jesus ensinou já fazia parte da Bíblia Hebraica (judaica), e acrescentou ensinamentos novos que posteriormente foram denominados de "graça". Ele pregava que Deus estava preparando a Terra para um novo estado de coisas, e quem quisesse herdar o reino dos céus teria de nascer de novo. Dizia ser ele o enviado, o Messias, do Pai para anunciar esse reino.
O poder de Deus era maior que o pecado, e ele ensinava que o arrependimento e a fé podiam salvar os homens.
Frisava que cada pessoa deveria tratar as outras como gostaria de ser tratada por elas. Ensinava: "A quem te esbofetear a face direita, oferece também a esquerda".
(Mateus cap.5 v.39).
Muitas histórias dos Evangelhos falam de Jesus curando cegos e doentes. João conta como Jesus trouxe de volta à vida o seu amigo Lázaro, que estava morto e sepultado havia quatro dias. Acreditavam que Jesus usava os seus dons especiais para demonstrar o amor e a misericórdia de Deus.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

End of All Hope


É o fim de toda a esperança Perder a criança, a fé Acabar com toda a inocência Ser alguém como eu Esse é o nascimento de toda a esperança Ter o que eu uma vez tive Esta vida imperdoável Tudo terminará com um nascimento Não acordarei para está manhã Para ver outra rosa negra nascida O leito de morte é lentamente coberto com neve Os anjos, eles caíram primeiro mas eu ainda estou aqui Sozinho enquanto eles se aproximam No paraíso minha obra-prima será finalmente cantada É o fim de toda a esperança Perder a criança, a fé Acabar com toda a inocência Ser alguém como eu Ferido está o cervo que pula mais alto E minha ferida é tão profunda Desligue a luz e deixe me puxar o plugue É o fim de toda a esperança Perder a criança, a fé Acabar com toda a inocência Ser alguém como eu Esse é o nascimento de toda a esperança Ter o que eu uma vez tive Esta vida imperdoável Tudo terminará com um nascimento Mandylion sem uma face Pedido de um moribundo sem uma oração Fim da esperança Fim do amor Fim do tempo O resto é silêncio Mandylion sem uma face Pedido de um moribundo sem uma oração Fim da esperança Fim do amor Fim do tempo O resto é silêncio É o fim de toda a esperança Perder a criança, a fé Acabar com toda a inocência Ser alguém como eu Esse é o nascimento de toda a esperança Ter o que eu uma vez tive É o fim de toda a esperança Perder a criança, a fé Acabar com toda a inocência Ser alguém como eu Esse é o nascimento de toda a esperança Ter o que eu uma vez tive Fim de toda a esperança Perder a criança, a fé ahhhhhh... ahhhhh... fim da esperança

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Verdadeiro Homem...


Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas relatam que Jesus, após ser batizado, foi levado pelo Espírito Santo ao deserto a fim de ser tentado pelo diabo.Ali, Jesus esteve 40 dias e 40 noites sem comer e sem beber. E, no final desse lapso temporal, o diabo lhe sugeriu em três situações que pecasse contra Deus. Jesus, no entanto, manteve-se firme e obediente a Deus. A Bíblia sustenta que Jesus é verdadeiro homem, em tudo semelhante aos outros homens.
"Consequentemente, ele estava obrigado a tonrnar-se igual aos seus "irmãos" em todos os sentidos para se tornar um sacerdote misericordioso e fiel nas coisas referentes a Deus, afim de oferecer sacrifício propiciatório pelos pecados do povo".
(Hebreus cap.2 v.17).
Que "padeceu e teve tentações"
"Por ter ele mesmo sofrido, ao ser posto à prova, pode vir em auxílio daqueles que estão sendo postos a prova".
(Hebreus cap.2 v.18).
E que ele "pode entender a nossa debilidade, pois teve as mesmas tentações que nós, só que jamais pecou"
"Pois temos por sumo secerdote, não alguém que não se possa compadecer das nossas fraquezas, mas alguém que foi provado em todos os sentidos como nós mesmos, porém, sem pecado".
(Hebreus cap.4 v.15).
Porém as tentações que aconteceram a Jesus, conforme o Evangelho, são raríssimas. Como podemos dizer que as tentações de Jesus são como as nossas? Primeiro, é muito estranho o modo como o diabo se apresenta a Jesus. Ele aparece de modo frontal, sem camuflagens e subterfúgios... Completamente diferente da maneira de ele nos tentar. E, assim cara-a-cara, convida Jesus a pecar... Depois, outra coisa estranha: o diabo aparece uma só vez em toda vida de Jesus, depois de um jejum de 40 dias no deserto. Ele desafia Jesus. E, ao ser derrotado, desaparece e nunca mais volta durante todo o ministério de Jesus Cristo. É muito diferente de nós que sofremos o aguilhão das tentações todos os dias, todas as horas...
As tentações de Jesus parecem bem insólitas, com uma extravagante mudança de cenário. A primeira, por exemplo, ocorre no deserto. Mas, para a segunda, o diabo aparece levando Jesus pessoalmente ao Templo de Jerusalém.
"O Diabo levou-o então à cidade santa e o postou sobre o parapeito do templo".
(Mateus cap.4 v.5).
Como o transportou do deserto a Jerusalém? Carregando-o? Voando?
Na terceira tentação, o diabo é apresentado levando Jesus ao cume de um alto monte, donde lhe mostra todos os reinos e nações do mundo.
"Novamente o Diabo levou-o a um monte extraordinariamente alto e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles".
(Mateus cap.4 v.8).
É muito mais uma criação literária dos evangelistas com a finalidade de passar um ensinamento religioso, uma idéia válida para a vida dos crentes que tropeçam cada momento com suas tentações no deserto da vida.
O importante é saber que Jesus teve tentações não só um dia, mas todos os dias de sua vida.
Ele mesmo disse uma vez aos apóstolos:
"Vocês me tem acompanhado ao longo de todas minhas tentações. Por isso lhes darei um Reino como aquele que o Pai me deu".
(Lucas cap.22 v.28 - 29).
Em que tentações os apóstolos acompanharam o Senhor? Certamente não foi naquelas do deserto, quando Ele estava sozinho. Com certeza eles o acompanharam ao longo de sua vida pública. Realmente, pelos evangelhos sabemos que muitas vezes quiseram tentar Jesus:
"Quando se aproximaram os fariseus e saduceus para tentá-lo e lhe pediram um sinal do céu"
(Mateus cap.16 v.1).
Quando lhe perguntaram "para tentá-lo pode alguém, por qualquer motivo, divorciar-se de sua mulher?" (Mateus cap.19 v.3), ou quando respondeu àqueles que o interrogavam se deviam ou não pagar os impostos: "Hipócritas, por que me tentais?"
(Mateus cap.22 v.18)
Ou no dia em que lhe trouxeram uma mulher surpreendida em adultério" para tentá-lo"
"Naturalmente, diziam isso para o porem à prova, a fim de terem algo com que o acusar. Mas, Jesus abaixou-se e começou a escrever no chão com o seu dedo".
(João cap.8 v.6).
Como se vê, a vida de Jesus esteve sempre sobrecarregada de tentações. Os autores bíblicos, entretanto, quiseram resumi-las em três, porque este é um número simbólico que aparece muitas vezes na Bíblia com o sentido de "totalidade". Tal simbolismo, talvez, decorra do fato de que três são as dimensão do tempo: passado, presente e futuro. Portanto dizer três é como dizer "sempre" ou "todo". Por exemplo: os três filhos de Noé (Gênesis cap.6 v.10) representam a "totalidade" de seus descendentes. As três vezes que Pedro negou Jesus (Mateus cap.26 v.34) simbolizam "todas" as vezes que lhe foi infiel. As três tentações do Senhor, então, refletem "todas" as vezes que Ele esteve exposto a elas durante a sua vida.

O Cordeiro de Deus


Segunda a referida narrativa, Jesus, durante a infância, já apresentava dons especiais, que o permitia realizar milagres. Criança de temperamento firme tinha a indesejável, em alguns momentos, ou fabulosa, para outros, habilidade de tornar real, suas palavras, mesmo aquelas proferidas em momentos de exasperação.
Conforme nos conta este texto renegado pelo Cânon Ortodoxo, José, o carpinteiro, teria sido uma figura chave, ao influenciar e admoestar Jesus a ser mais compassivo com aquelas pessoas que não admitiam que uma criança pudesse de alguma forma expressar conhecimentos e autoridade além do senso comum.
Muitas são as passagens de atos sobrenaturais, tais como: salvar seu meio-irmão Tiago, filho de José, após a picada de uma víbora; ressuscitar um jovem, que com ele brincava, mas veio a cair de um terraço; ressuscitar um outro jovem, ao ver a tristeza de sua mãe; tornar vivos pássaros feitos de barro; trazer para as atividades domésticas de sua mãe, Maria, em um manto, água sem derramar; alongar uma tábua de madeira com as mãos, para alinhá-la com outra que seu pai, José, havia cortado; além de outros fatos que ocorreram espontaneamente.
Jesus teria começado a revelar sua missão já aos doze anos, contudo saiu a pregar o que se tornariam as boas novas por volta dos trinta anos de idade.
Foi João Batista, o respeitado pregador, que preparava o caminho para a pregação de Jesus que viria a seguir, pregando o arrependimento e batizando no rio Jordão os que aceitavam sua mensagem. Seu ministério, conforme o relato do Evangelho de Lucas, parece ter se iniciado durante o décimo quinto ano do reinado de Tibério, quando a região da Palestina encontrava-se dividida pelos governos de Herodes, seu irmão Filipe e Pilatos na Judéia, sendo sumo sacerdotes Anás e Caifás. Muitos respeitavam João Batista considerando-o como um profeta enquanto outros indagavam se seria ele o Messias previsto pelas Escrituras. Porém, João Batista respondia que o Cristo ainda haveria de vir.
Apesar de João Batista afirmar ser indigno de desatar a correia da alparca de Jesus, Jesus entendeu ser batizado no batismo de João; no dia seguinte ao ocorrido João novamente testifica a respeito de Jesus: "Eis aqui o Cordeiro de Deus". Os evangelhos relatam que, ao ser batizado, o Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de pomba e que uma voz do céu, o próprio Deus, confirmou ser Jesus o seu Filho amado.

A Fonte


Chegamos então a grande questão: onde a analogia é possível? O que isso tem haver com Jesus? Graças a Deus, porque nada melhor que o próprio Jesus para responder a toda essa imaginação, e ele nos diz no amoroso evangelho de (João cap.6 v.53 à 56), que: “ Na verdade, na verdade vos digo que,... se não beberdes do seu sangue (do Filho do Homem ), não tereis vida em vós mesmos. Quem...bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no ultimo Dia. Porque... o meu sangue verdadeiramente é bebida. Quem...bebe o meu sangue permanece em mim, e eu , nele.” Amém. Não somente suas palavras , mas tudo o que Jesus fez e faz , demonstram justamente aqui seu comportamento como a verdadeira fonte.
O Rei dos reis se entrega, ele nos deu a vida em troca da sua, desceu da eternidade para que pudéssemos desfrutar dela também. Ele nos deu seu sangue, simbolizando onde deveria ser a fonte, e seu sangue é nossa vida. Todos que beberam dEle, tiram-lhe vida para manter a suas, e ele prometeu que essa será abundante e eterna. O extraordinário de tudo isso, é que Jesus em seu amor nos “cedeu seu perfeito pescoço” e nos convida a experimentar. Seu sangue nos deu a vida, ao aceitarmos sua oferta, individualmente podemos ser colocados como um vampiro que mordeu Jesus. Espero que essa analogia seja entendida.
os seres humanos podem escolher aceitar a Cristo pelo simples fato de precisarem dele como Salvador e de que têm o direito de adiar a obediência que devem a ele como Senhor pelo tempo que desejarem!'. Ele prossegue afirmando que 'a salvação sem obediência é algo desconhecido nas Escrituras Sagradas'.

A íra de Cristo...


Jesus cresceu em Nazaré, visto que era chamado nazareno, e provavelmente, seguindo o costume da época, auxiliava José em seus trabalhos de carpintaria, até este falecer.
Os evangelhos canônicos não dão informações suficientes sobre como teria sido a vida de Jesus em sua juventude entre os seus 12 e 30 anos.
As duas hipóteses mais prováveis seria que Jesus teria trabalhado com seu pai na carpintaria e, após a morte de José, continuado a contribuir para o sustento da família. Outra versão da tradição cristã supõe que Jesus teria sido pastor de ovelhas, considerando a identidade dos relatos de suas parábolas e ensinamentos.
Lucas afirma sobre a infância de Jesus que crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre Ele.
Apesar de não receberem a chancela do Vaticano, relatos como esses, produzidos entre os séculos I e III, têm sido analisados por teólogos, historiadores e até mesmo por religiosos católicos. São os evangelhos apócrifos ou pseudo-evangelhos, elaborados como complemento dos textos bíblicos. O termo apócrifo é empregado para designar relatos cuja autenticidade não é reconhecida pelo Vaticano. Ao todo, são 60, de diversas autorias. Citações sobre os primeiros anos do filho de Deus estão em alguns desses textos, entre eles o evangelho chamado de Armênio da infância e nos livros atribuídos a Tiago e Tomé, dois apóstolos de Cristo. Tomé detalha fatos ligados propriamente à infância, enquanto Tiago (tido como irmão de Jesus em narrativas não-oficiais) aborda mais a vida da família nos primeiros anos do futuro Salvador.
Durante muito tempo, relatos desse gênero ficaram relegados a segundo plano, conhecidos basicamente apenas por quem se dedicava a estudar religião. Essas histórias, no entanto, começam a se espalhar inclusive entre os não-católicos, principalmente por ação de escritores que enxergam na força do mito Jesus um belo caminho rumo ao estrelato. Que o diga Dan Brown, o autor de O código Da Vinci.
Pode ser, mas um dos episódios que abrem o livro é um milagre narrado por Tomé. Trecho que demonstra o aspecto divino de Cristo na infância. Naquele período, Jesus, claro, não era considerado o Messias. Seus feitos, no entanto, não passavam despercebidos. Por isso, as crianças o temiam e seus pais proibiam os filhos de brincar com ele. Segundo a narrativa de Tomé, Jesus estava com sete anos quando um menino caiu do telhado de uma casa e morreu. Imediatamente, seus pais o apontaram como responsável pela morte. Diante da acusação, Jesus chamou com voz forte o garoto de volta à vida para que contasse que não era ele o culpado. No livro de Anne Rice, Jesus se inclina sobre o menino e diz: “Acorda, Eleazar. Desperta agora.” O filho de Maria também faz viver passarinhos de barro. No evangelho apócrifo intitulado Infância do Salvador, ele os pega na mão e ordena: “Ide.” E os passarinhos saem voando e gorjeando.
Diversos relatos ressaltam o lado generoso, curativo e benevolente do jovem Jesus. Entretanto outros episódios contidos nos textos sugerem que ele era sapeca. Em um final de tarde, brincava com um grupo de crianças em seu quarto. Segundo o evangelho Armênio da infância, um raio de sol entrou pela janela. Gaiato, perguntou aos colegas se eles conseguiriam subir pelo raio. Os meninos nem se aventuraram. Jesus subiu. Uma travessura é aceitável. Mas como as narrativas apócrifas salientam, ele não era um menino comum. Também no escrito de Tomé, revela-se um lado negativo de seu poder. Com a desistência de Zaqueu em tomar o pequeno como aluno, José procurou um novo mestre para o filho. Encontrou um homem que, apesar de conhecer a fama do esperto Jesus, aceitou o convite. O garoto o desafiou logo na segunda aula. Posto à prova em seus conhecimentos, o professor se enraiveceu e bateu na cabeça de Jesus. Sentindo dor, ele o amaldiçoou e o mestre caiu por terra, sem sentidos.
“Os evangelhos canônicos não têm preocupação em mostrar a infância. E a humanidade ficou curiosa a esse respeito”.
Um ponto em comum entre os textos bíblicos e os apócrifos é a famosa passagem de Jesus pelo templo de Jerusalém, aos 12 anos. Naquele tempo, os judeus costumavam rumar para Jerusalém na Páscoa. No evangelho de Lucas, a família regressava para casa quando se nota a ausência de Jesus. A caravana de José retorna à cidade e o jovem é encontrado no templo, conversando com os sábios. Como toda mãe, Maria aplica uma bronca no filho por ter se perdido. E Jesus lhe responde que não estava perdido. Estava na casa de seu Pai. Nas escritas apócrifas, há um adendo a esse episódio. Os doutores do templo teriam elogiado Maria por ter um filho tão inteligente. O propósito das duas narrativas é ressaltar a sabedoria de Jesus.

Menino Jesus


É Mateus quem aborda a visita dos magos do oriente no capítulo dois de seu Evangelho, os quais, segundo a tradição natalina, seriam três reis da Pérsia.
Segundo o relato do evangelista, os magos teriam chegado a Jerusalém seguindo a trajetória de uma estrela que anunciaria a vinda do Messias ao mundo. E, ao encontrarem Jesus numa casa com Maria, adoraram-lhe e ofertaram ouro, incenso e mirra representando, respectivamente, a sua realeza, a sua divindade e a sua imortalidade.
Quem um dia recorreu à Bíblia para conhecer melhor a história de Jesus, o homem que deu origem ao cristianismo, certamente terá notado a falta de informações a respeito da infância do filho de Deus. Dos quatro evangelhos que contam o surgimento do chamado Messias, somente dois – os de Mateus e Lucas – trazem episódios da primeira fase de sua biografia. As menções são escassas e frustram quem gostaria de saber mais da vida do menino. Mas agora estão se tornando populares certas narrativas que descrevem momentos reveladores da relação do jovem Jesus com sua família e com as outras crianças. De acordo com esses textos, ele foi um garoto consciente de seu poder divino e fazia milagres desde pequeno. Ainda assim, não deixou de cometer travessuras que lhe valeram reprimendas da mãe, Maria. Inteligente ao extremo, chegava a desafiar seus mestres. Um professor, Zaqueu, teria procurado José para se queixar de Jesus, que recebera para aulas quando este tinha cinco anos. “Ai de mim, não sei o que fazer. (...) Não posso suportar a agudeza de seu olhar, nem chego a entender suas explanações. (...) Queria um aluno e encontrei um mestre. (...) José, leve-o para casa.”

A Santa Inquisição


No século IV, quando o Cristianismo se propagava, a Igreja Católica havia tomado santuários e templos sagrados de povos pagãos, para implantar sua religiosidade e erigir suas igrejas. Nos primórdios do Catolicismo, acreditavam que os pagãos continuariam a freqüentar estes lugares sagrados para reverenciarem seus Deuses. Mas com o passar do tempo, assimilariam o cristianismo substituindo o paganismo, através da anulação.
Mesmo assim, por toda a parte, havia uma constante veneração às divindades pagãs. Ao longo dos séculos, a estratégia da Igreja Católica não funcionou, e através da Inquisição, de uma forma ensandecida e sádica, as autoridades eclesiásticas tentaram apagar de uma vez por todas a figura da Grande Deusa Mãe, como principal divindade cultuada sobre todos os extremos da Terra. O Catolicismo medieval transformou o culto à Grande Deusa Mãe, num culto satânico, promovendo uma campanha de que a adoração dos deuses pagãos era equivalente à servidão a satã.
Inquisição é o ato de inquirir, isto é, indagar, investigar, interrogar judicialmente. No caso da Santa Inquisição, significa "questionar judicialmente aqueles que, de uma forma ou de outra, se opõem aos preceitos da Igreja Católica". Dessa forma, a Santa Inquisição, também conhecida como Santo Ofício foi um tribunal eclesiástico criado com a finalidade "oficial" de investigar e punir os crimes contra a fé católica. Na prática, os pagãos representavam uma constante ameaça à autoridade clerical e a Inquisição era um recurso para impor à força a supremacia católica, exterminando todos que não aceitavam o cristianismo nos padrões impostos pela Igreja. Posteriormente, a Santa Inquisição passou a ser utilizada também como um meio de coação, de forma a manipular as autoridades como meio de obter vantagens políticas.

"O Amor de Deus"


Devido a um decreto de Otávio Augusto, todas as pessoas que viviam no mundo romano tiveram que se alistar em suas respectivas cidades.
José, por ser da cidade de Belém, sobe com Maria da Galiléia para a Judéia. Chegando ao local de destino, não tendo encontrado hospedagem, nasce Jesus em uma manjedoura. Segundo Lucas, os pastores da região, avisados por um anjo, vieram até o local do nascimento de Jesus. Completados os oito dias que determina a tradição judaica, Jesus foi apresentado ao templo por sua família para ser circuncidado, quando foi abençoado por Simeão e Ana.
Para investigar os episódios descritos pelos evangelhos à luz da história, está em alta uma linha de estudos do Jesus histórico, um campo que suscita paixões. Pesquisas já revelaram que o Nazareno teria vindo ao mundo entre quatro a sete anos antes do que foi calculado. Os estudos feitos sobre o período permitem supor que Jesus deve ter sido mesmo circuncidado aos oito dias de nascimento, como diz a Bíblia. Isso porque era praxe levar o bebê para a circuncisão nessa fase.
As pessoas procuram contradições nos textos bíblicos e os escritores vêem nessa demanda uma oportunidade para vender mais livros.
“O elemento religioso faz parte da vida cultural. E as leituras sempre são contemporâneas".
A escassez se deve ao fato de que os narradores não pretendiam revelar o homem, e sim anunciar o Messias. “Lucas se propôs a fazer uma pesquisa mais cronológica, mas ele não foi testemunha ocular, não conviveu com Jesus.”
Realmente, mesmo as passagens canônicas não podem ser consideradas fidedignas dentro do conceito de história. “Os relatos devem ser trabalhados no sentido simbólico. Não é seguro precisar nem mesmo o local de nascimento de Jesus”.
Os textos bíblicos geram dúvidas se o filho de Maria nasceu em Belém ou Nazaré – ele é chamado o Nazareno. Também não são precisos quanto à fuga da família para o Egito, o que teria ocorrido para que Jesus escapasse à perseguição de Herodes.
Em relação aos textos bíblicos, também há um crescente interesse nos trechos que abordam a infância do Messias – assim como toda sua biografia. Uma das perguntas é por que há tão poucas informações a esse respeito?
Isso se explica porque o interesse exclusivo dos que registraram o início do cristianismo era relatar a Paixão e Morte do Salvador, não a sua vida pessoal. “O objetivo era contar ao mundo que o Filho de Deus se encarnou e se entregou para a humanidade, que sua morte foi redentora e que a ressurreição foi o grande fato, mostrando o amor de Deus”

O Escolhido...


José aceitou o testemunho do anjo. Penso que pouco se tem falado de José, nas igrejas evangélicas e mesmo entre os católicos, que tanto falam de Maria, pouco se fala de José. Mas, se Maria foi escolhida, José também foi escolhido por Deus, pois a sua reação não é a dum homem vulgar se atendermos ao contexto cultural em que eles viviam.
Quando o anjo reapareceu para dizer-lhe que sua família estava em perigo, ele imediatamente deixou tudo o que possuía todos os seus parentes e amigos, e escapou para um país estranho, desconhecido, com sua jovem esposa e o bebê. Ele aguardou no Egito sem questionar até que o anjo disse a ele que já era seguro retornar.
(Mateus, cap.2 v.13-23).
Nós sabemos que José respeitava e temia a Deus. Ele seguiu as suas ordens ao lidar com a situação de Maria (mãe solteira em tese) e ao ir a Jerusalém para Jesus ser circuncidado e Maria purificada após o nascimento de Jesus. Ele levava sua família a Jerusalém todo ano para a Páscoa, algo que não poderia ter sido fácil para um trabalhador.
Sabemos que José amava Jesus. Sua única preocupação era com a segurança desta criança confiada a ele. Ele não apenas deixou seu lar para proteger Jesus, mas na ocasião de seu retorno fixou residência na obscura cidade de Nazaré sem temer por sua vida. Quando Jesus ficou no Templo, José (junto com Maria) procurou por ele com grande ansiedade por três dias.
(Lucas, cap.2 v.48).
Sabemos também que José tratava a Jesus como seu próprio filho tanto que as pessoas de Nazaré constantemente repetiam com relação a Jesus, "Não é este o filho de José?"
(Lucas, cap.4 v.22)
Quando Jesus tinha doze anos, de acordo com o Evangelho de (Lucas, cap. 2), José ainda era vivo, sendo que em todos os anos a família ia regularmente a Jerusalém para a festa da Páscoa. Na Páscoa desse ano, "o menino Jesus permaneceu em Jerusalém sem que seus pais soubessem", os quais "passaram a procurá-lo entre os parentes e os conhecidos" e, por fim, o reencontraram no Templo da Cidade Santa "assentado entre os mestres, ouvindo-os e interrogando-os, os quais se admiravam de sua inteligência e de suas respostas". "Logo que seus pais o viram, ficaram maravilhados" e Maria, sua mãe, diz-lhe: "Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura", sendo essa sua última referência a José estando vivo.
Diz-se que casou-se com Maria aos 30 anos de idade e, por seu caráter, foi escolhido a dedo por Deus para guardar a virgindade de nossa mãezinha Maria. Diz-se também que morreu aos 60 anos de idade, antes do início da vida pública de seu Filho Jesus Cristo.
Já que José não aparece na vida pública de Jesus, em sua morte, ou ressurreição, muitos historiadores acreditam que José provavelmente havia morrido antes que Jesus iniciasse seu sacerdócio. José tem também como título de protetor da boa morte, porque presumindo-se que ele morreu antes da vida pública de Jesus, ele morreu com Jesus e Maria perto dele, da maneira como todos nós gostaríamos de partir desta terra.
Sobre a morte, não entrando no mérito da veracidade, ou não, o evangelho apócrifo de Tiago traz o seguinte trecho: “A vida de meu pai José, o abençoado ancião, compreendeu cento e onze anos, conforme determinara meu bom Pai.”
O lugar que José ocupa no Novo Testamento é discreto: está totalmente em função de Cristo e não por si mesmo. José é um homem silencioso, e pouco aparece na Bíblia.
São José é um dos santos mais populares da Igreja Católica, tendo sido proclamado "protetor da Igreja católica romana"; por seu ofício, "padroeiro dos trabalhadores" e, pela fidelidade a sua esposa, como "padroeiro das famílias", sendo também padroeiro de muitas igrejas e lugares do mundo.
Tudo o que sabemos sobre o marido de Maria e pai adotivo de Jesus vêm das Escrituras e isso tem parecido muito pouco para aqueles que criaram lendas sobre ele.

"O Pai de Cristo"


José é um personagem célebre do Novo Testamento da Bíblia por ser o pai legal de Jesus, o fundador do Cristianismo. Pela tradição e pelas Escrituras, nasceu em Belém da Judéia no século I a.C., era pertencente à tribo de Judá e descendente do rei Davi de Israel.
José tencionava casar com Maria, certamente para levar a vida sexual normal de todos os que se casam e nada nos indica que não fosse essa a intenção da própria Maria depois de cumprir a sua promessa de gerar o seu primogênito Jesus, sendo a “porta de entrada” do Cristo, do próprio Filho de Deus no nosso mundo. Essa atitude estava em perfeita sintonia com o contexto, em que a mulher era tanto mais respeitada quanto mais filhos tivessem, principalmente se fossem meninos. Temos muitos exemplos bíblicos de mulheres que se sentiam infelizes por serem estéreis, nomeadamente a própria Isabel, familiar de Maria.
Sabemos que José foi um homem compassivo e carinhoso. Quando ele soube que Maria estava grávida após estarem para se casar, ele soube que a criança não era dele, mas desconhecia, até então, que ela estava carregando o Filho de Deus. Ele planejou separar-se de Maria de acordo com a lei, mas temeu pela segurança e o sofrimento dela e do bebê. Ele sabia que mulheres acusadas de adultério poderiam ser apedrejadas até a morte, então ele decidiu deixá-la silenciosamente e não expor Maria a vergonha ou crueldade.
Perante a Lei, José tinha o direito de reaver o que tivesse pago por Maria, e esta seria levada aos Juízes da porta da cidade de Nazaré, que lhe aplicariam o que está estabelecido.
“Caso haja uma virgem, noiva dum homem, e um homem realmente a achou e se deitou com ela, então tendes de levar ambos para fora ao portão daquela cidade e tendes de matá-los a pedradas, e eles tem de morrer.”
(Deuteronômio, cap. 22 v.23-24).
Penso que Mateus, ao escrever o seu evangelho, foi muito moderado ao limitar-se a dizer que José “... como era justo...”, não quis levantar escândalo e tencionava simplesmente abandonar Maria e esquecer o problema. Para os primeiros leitores do evangelho de Mateus, bem integrados na cultura judaica, não era necessário dizer mais nada, pois todos sabiam perfeitamente da gravidade do suposto adultério nessa cultura.
Assim, foi necessária a intervenção dum anjo que falou a José, pois certamente que só o testemunho da própria Maria não seria aceito.
Sabemos que José foi um homem de fé, obediente a tudo o que Deus pedisse a ele sem preocupar-se com os resultados. Quando o anjo Gabriel apareceu a José em um sonho e contou-lhe a verdade sobre a criança que Maria estava carregando, José imediatamente e sem questionar ou preocupar-se com fofocas tomou-a como esposa.
(Mateus, cap.1 v.20)

domingo, 18 de janeiro de 2009

"Nossa Senhora"


Mateus trás a informação de que José, ao saber que sua noiva estava grávida, não teria compreendido inicialmente que Maria recebera a importante missão de conceber o Messias e se afastou dela. Mas em sonho, um anjo o revelou a vontade de Deus, e aceitando-a, recebeu Maria como esposa.
Segundo (Lucas, cap.1 v.39-45) Maria, que estava em Nazaré, foi até uma cidade na região montanhosa de Judá. Não se sabe que cidade era essa, embora muitos estudiosos indiquem Ain Karim como a cidade mais provável, a seis quilômetros a ocidente de Jerusalém. Muitas vezes esta informação nos passa despercebida, ou pensamos que a casa de Isabel seria nas proximidades da sua, pelo que convido os leitores a olhar para o mapa de Israel. Isto é uma viagem de mais de 80 quilômetros em linha reta. Mas não era possível uma viagem em linha reta, não só devido ao acidentado do terreno, como pela necessidade de atravessar a Samaria.
Geralmente os samaritanos atacavam os que passavam pelo seu território, principalmente quem fosse para Jerusalém.
Assim, pelo que vemos a partir do versículo 39, Maria seria do gênero de mulher dos meios rurais, inteligente e com muita iniciativa. É impensável que fizesse sozinha essa perigosa viagem à casa da sua familiar Isabel. Certamente que se integrou em algum grupo de peregrinos a caminho de Jerusalém até atingir a tal “região montanhosa” onde vivia Isabel, numa época em que até para os homens era perigoso viajar sem ser integrado num grupo que pudesse se defender dos assaltantes. Geralmente caminhavam para nascente para depois seguir para sul, ao longo das margens do Rio Jordão. Assim os 80 quilômetros em linha reta ficariam em cerca de 120 a 150 quilômetros. Era mais ou menos a distância da Marinha Grande a Lisboa, só que em vez da hora e meia que demoramos pela auto-estrada, ou quase duas horas de carro expresso (ônibus), eles deveriam demorar alguns dias numa perigosa e cansativa viagem, alguns a pé, e outros montados em animais.
Só este pormenor, já nos mostra a grande iniciativa, coragem e resistência de Maria, certamente jovem habituada aos violentos trabalhos do campo que dificilmente posso identificar com a figura delicada de muitas imagens do catolicismo, fruto da piedade dos artistas.
Lucas não nos diz qual o motivo de Maria efetuar apressadamente esta longa e cansativa viagem a casa da sua parente Isabel. Será que Isabel, sendo mais velha, era a confidente ou conselheira de Maria? Certamente que, depois do aparecimento do anjo Gabriel, Maria sentia necessidade de contar a alguém de sua inteira confiança. Será que procurou em Isabel, o apoio que não encontrou em seus pais e temia não encontrar em seu marido? É muito natural que alguns dias depois, Maria ficasse com dúvidas sobre essa aparição tão estranha do anjo Gabriel. Será que sonhou? Ou foi mesmo realidade? Seria necessário confirmar essa visão. Talvez Maria tenha pedido ajuda ao Senhor para lhe confirmar essa visão.
É bem conhecido o encontro de Maria com Isabel e a revelação do Senhor a Isabel, segundo parece por esta descrição, antes mesmo de Maria contar que um anjo lhe tinha aparecido. Era a confirmação da aparição do anjo Gabriel, de que Maria tanto necessitava. Isabel ao responder à sua saudação:
Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!
(Lucas, cap.1 v.42-45).
“Minha alma magnifica a Jeová e meu espírito não pode deixar de estar cheio de alegria por Deus, meu Salvador; pois ele tem olhado para a situação humilde de sua escrava. Porque, eis que doravante todas as gerações me proclamarão feliz
(Lucas, cap.1 v.46-48)
Maria de Nazaré tornou-se uma das personagens mais misteriosas e emblemáticas da história da humanidade. Através dos séculos, milhares de pesquisadores de várias correntes científicas e religiosas se dedicaram a pesquisar os segredos e mistérios da mulher que recebeu a dádiva de gerar, virgem, o filho de Deus na terra, Jesus Cristo. Uma obsessão tomou conta daqueles que se empenham em decifrar os enigmas que cercam a figura da virgem imaculada tocada pelo Espírito Santo.
Maria foi preservada de toda a mancha do pecado original desde o primeiro instante da sua concepção, por singular graça de privilégio de Deus onipotente e em atenção aos merecimentos de Jesus Cristo salvador do gênero humano, foi revelada por Deus e que, por isso deve ser admitida com fé firme e constante por todos os fiéis.
A profunda devoção dos católicos por todo o mundo a encobriu de títulos como: Nossa Senhora de Nazaré, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora de Fátima, dentre outros.

Gabriel...


Maria era uma jovem como muitas outras em Israel, trabalhadora e obediente aos seus pais. Estava noiva ou casada, com um carpinteiro, que era profissão prestigiada, acima do nível médio do povo de Israel. Tudo indicava que seria um bom casamento.
Certamente que Maria já tinha ouvido, na Sinagoga da Nazaré, muitas descrições de aparecimentos de anjos, mas isso já não acontecia há muitos séculos, e mesmo antigamente, os anjos apareciam aos profetas, aos patriarcas, aos reis de Israel, mas muito raramente a uma mulher.
Conceber um filho por meios sobrenaturais, que seria o próprio Filho de Deus? Nós temos a reação de meditar no assunto sob o ponto de vista da teologia, mas o pensamento inicial de Maria foi certamente bem diferente, mais humano, pois ela viveu essa realidade.
Maria conhecia as Escrituras do seu tempo, o Velho Testamento. Certamente que deve ter pensado o que seria dela, se seu marido ou seus pais, quando a vissem grávida, não acreditassem no aparecimento do anjo Gabriel. Realmente, esta seria a hipótese mais provável. Qual seria a nossa reação, se alguma jovem das nossas igrejas aparecesse grávida dizendo que um anjo lhe dissera que era Jesus que voltava por seu intermédio?
Atendendo ao estado civil de Maria, que era considerada como casada, a pena de morte seria o seu destino mais provável.
De acordo com o relato de Lucas, na época do rei Herodes, o sacerdote Zacarias, esposo de Isabel, ambos já de idade avançada, recebeu a promessa do nascimento de João Baptista através do anjo Gabriel.
No sexto mês da gestação de Isabel, o mesmo anjo Gabriel aparece a Maria na cidade de Nazaré, a qual era virgem e noiva de José e anuncia que ela viria a conceber do Espírito Santo e ser mãe de Jesus. Lucas relata que, após receber a notícia do anjo, Maria teria passado uns três meses com Isabel e Zacarias nas montanhas de Judá e que depois retornou para sua casa.

A Virgem...


Infelizmente, não temos nenhuma genealogia de Maria, pelo menos nos livros canônicos. O livro apócrifo “Natividade de Maria” rejeitado por católicos e protestantes, também nada diz sobre a genealogia de Maria. A afirmação em (Romanos, cap.1 v.3), que se refere a Jesus como nascido da estirpe de Davi segundo a carne, leva-nos a pensar que, se José não foi seu pai biológico, Jesus só poderia ser da descendência de Davi através de Maria. Mas penso que seria forçar um tanto a interpretação desta simples introdução da epístola aos Romanos, pois isto não é uma passagem didática sobre Maria e a informação é demasiado vaga, pelo que nem sabemos se Maria seria também descendente de Davi, embora essa hipótese seja bem possível.
Na primeira referência, que encontramos em (Lucas, cap.1 v.26) Maria está na Nazaré da Galiléia quando o anjo Gabriel lhe aparece. Segundo algumas traduções Maria estava casada com José e segundo outras traduções, estava noiva de José. Esta divergência é devido à dificuldade de tradução visto que estavam numa cultura muito diferente da atual.
Era habitual uma jovem ficar noiva aos doze ou doze anos e meio. Eram os pais que escolhiam o noivo, logo que a jovem se tornava sexualmente fértil e era freqüente o pai querer um noivo da sua família e a mãe também um da sua família ou da sua tribo. Assim, como já dissemos, é bem possível que Maria fosse também descendente de Davi, mas às vezes havia casamentos com mulheres de outras tribos.
Alguns autores afirmam que Maria era filha de Eli, mas a genealogia fornecida por Lucas alista o marido de Maria, São José, como "filho de Eli".
É bem conhecido que os judeus, ao elaborarem suas tabelas genealógicas, levavam em conta apenas os varões, rejeitando o nome da filha quando o sangue do avô era transmitido ao neto por uma filha, e contando o marido desta filha em lugar do filho do avô materno (Números, cap.26 v.33) e (Números, cap.27 v.4-7). Possivelmente por este motivo Lucas diz que José era “filho de Eli” (Lucas, cap.3 v.23).
Com a morte do pai, Maria teria se transferido para Nazaré, onde São José morava. Três anos depois realizar-se-iam os esponsais. Supõem-se que Joaquim era irmão de José, o que caracterizaria um caso de endogamia, o que era comum entre os judeus. De acordo com o “Evangelho do Pseudo-Mateus”, Maria tinha 14 anos quando foi dada como esposa a José. Trata-se de um livro apócrifo, que não merece muita credibilidade, mas diz o que nesse contexto histórico e cultural era considerado a idade apropriada para o casamento.
A mulher israelita era fortemente discriminada pala Lei de Moisés. Não podia herdar as terras do seu marido em caso deste falecer, e no Templo de Jerusalém, não podia ir além do “Pátio das Mulheres”. Não sabemos qual a preparação teológica de Maria, mas ainda hoje, em algumas Sinagogas judaicas, a preparação dada aos meninos é diferente da que está disponível às suas irmãs.
As mulheres das principais famílias de Jerusalém, no tempo de Jesus, muito raramente saíam da casa de seus pais. Só depois de casadas é que tinham autorização para sair à rua e mesmo assim, vinham com a cara tapada e tentavam passar despercebidas. No entanto, a mulher dos meios rurais, por necessidade de ajudar os seus familiares nos trabalhos agrícolas, tinha muito mais liberdade para sair de casa. A intenção deste estudo é investigar a verdadeira Maria das origens, pelo que temos de mencionar alguns aspectos da vida das mulheres nesse contexto histórico e cultural em que o domínio romano impusera a liberdade de religião, acabando
com o monopólio do judaísmo. Mas ainda predominava a religião judaica e o Templo de Jerusalém continuava como o principal centro religioso, político e econômico.