segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Mistério da Condenação...


Imagens de anjinhos “protetores” decoram as mesas e prateleiras de muitas casas, tanto de católicos como de evangélicos e outros grupos religiosos e místicos em geral. E assim, no chamado "meio cristão” existem várias músicas e citações que fazem referências a anjos, destacando o seu poder para operarem prodígios, curas e coisas sobrenaturais, baseados em uma compreensão distorcida do (Salmo cap.91 v.11) e (Mateus cap18 v.10).
Ao invés de exaltarem exclusivamente a pessoa de Jesus, essas músicas estão trazendo os anjos de volta aos lugares de onde foram despojados por Jesus, tal como lemos em
(Colossenses cap.2 v.15)
”e despojando os principados e potestades os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo”. Logo em seguida a esse texto o apóstolo Paulo advertiu no verso 18 quanto ao culto a anjos...”ninguem vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e cultos dos anjos, metendo-se em coisas que não viu”. Essa advertência mostra a preocupação do apóstolo com relação ao engodo que hoje muitos estão sendo vítimas.Há pessoas que, ignorantemente, valorizam mais esse "contato" com anjos do que a aproximação ao Deus verdadeiro e Pai, o qual traz efetiva salvação a todos os homens. Elas supoem que através de um contato com algum anjo de luz, elas serão curadas ou beneficiadas através de algum milagre sobrenatural.
É preciso lembrar que Satanás pode se transformar em anjo de luz, como diz
(2 Coríntios cap.11 v.14)
”e não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. No kardecismo muitos estão reverenciando Satanás e seus demônios, imaginando que estão honrando “anjos de luz”, porque os seus olhos estão fechados para o alerta do apóstolo.Na realidade, luz verdadeira nós só encontramos em Jesus, como lemos em
(João cap.1 v.9).
”ali (em Jesus) estava a luz verdadeira que alumia todo o homem que vem ao mundo”.
Os homens imaginam os anjos fazendo festa e tocando harpinha a cada pecador que se arrepende e o que ocorre é justamente o contrário, pois eles sabem que a cada homem que for reconciliado pelo amor benevolente do Pai, é mais um que vai julgá-los no futuro!
Essa contenda velada entre os anjos e homens faz com que os homens nas suas lutas e provações sejam colocados como espetáculo para o mundo e para os anjos, os quais estão atentos aos menores deslizes dos homens já reconciliados com Deus, para terem o que acusar contra aqueles que um dia haverão de julgá-los, como diz
(I Coríntios cap.4 v.9).
”porque tenho para mim que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como sendo condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens”. Portanto, a cada queda dos homens já reconciliados com Deus existe uma platéia de anjos, assim como a "torcida" de um time num estádio, que torce pelo fracasso daqueles que poderão ter um fim melhor do que eles.
Os anjos construiram um meio de condenarem e destruirem os homens através da implacável lei dada a Moisés no Monte Sinai. A lei é apropriadamente chamada "ministério da condenação" pelo apóstolo Paulo, o qual discerniu a estratégia dos anjos de tentar prejudicar a salvação dos homens, como ele explica em
(2 Coríntios cap.3 v.9).
Apesar dos cristãos pensarem que a lei foi dada por Deus, a Bíblia diz que ela foi dada por um anjo "oculto" atrás da sarça ardente.
"O anjo do Senhor apareceu-lhe então numa chama de fogo no meio dum espinheiro. Enquanto ele olhava, ora eis que o espinheiro ardia com fogo, contudo, o espinheiro não se consumia".
(Êxodo cap.3 v.2).

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