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Infelizmente, não temos nenhuma genealogia de Maria, pelo menos nos livros canônicos. O livro apócrifo “Natividade de Maria” rejeitado por católicos e protestantes, também nada diz sobre a genealogia de Maria. A afirmação em (Romanos, cap.1 v.3), que se refere a Jesus como nascido da estirpe de Davi segundo a carne, leva-nos a pensar que, se José não foi seu pai biológico, Jesus só poderia ser da descendência de Davi através de Maria. Mas penso que seria forçar um tanto a interpretação desta simples introdução da epístola aos Romanos, pois isto não é uma passagem didática sobre Maria e a informação é demasiado vaga, pelo que nem sabemos se Maria seria também descendente de Davi, embora essa hipótese seja bem possível.
Na primeira referência, que encontramos em (Lucas, cap.1 v.26) Maria está na Nazaré da Galiléia quando o anjo Gabriel lhe aparece. Segundo algumas traduções Maria estava casada com José e segundo outras traduções, estava noiva de José. Esta divergência é devido à dificuldade de tradução visto que estavam numa cultura muito diferente da atual.
Era habitual uma jovem ficar noiva aos doze ou doze anos e meio. Eram os pais que escolhiam o noivo, logo que a jovem se tornava sexualmente fértil e era freqüente o pai querer um noivo da sua família e a mãe também um da sua família ou da sua tribo. Assim, como já dissemos, é bem possível que Maria fosse também descendente de Davi, mas às vezes havia casamentos com mulheres de outras tribos.
Alguns autores afirmam que Maria era filha de Eli, mas a genealogia fornecida por Lucas alista o marido de Maria, São José, como "filho de Eli".
É bem conhecido que os judeus, ao elaborarem suas tabelas genealógicas, levavam em conta apenas os varões, rejeitando o nome da filha quando o sangue do avô era transmitido ao neto por uma filha, e contando o marido desta filha em lugar do filho do avô materno (Números, cap.26 v.33) e (Números, cap.27 v.4-7). Possivelmente por este motivo Lucas diz que José era “filho de Eli” (Lucas, cap.3 v.23).
Era habitual uma jovem ficar noiva aos doze ou doze anos e meio. Eram os pais que escolhiam o noivo, logo que a jovem se tornava sexualmente fértil e era freqüente o pai querer um noivo da sua família e a mãe também um da sua família ou da sua tribo. Assim, como já dissemos, é bem possível que Maria fosse também descendente de Davi, mas às vezes havia casamentos com mulheres de outras tribos.
Alguns autores afirmam que Maria era filha de Eli, mas a genealogia fornecida por Lucas alista o marido de Maria, São José, como "filho de Eli".
É bem conhecido que os judeus, ao elaborarem suas tabelas genealógicas, levavam em conta apenas os varões, rejeitando o nome da filha quando o sangue do avô era transmitido ao neto por uma filha, e contando o marido desta filha em lugar do filho do avô materno (Números, cap.26 v.33) e (Números, cap.27 v.4-7). Possivelmente por este motivo Lucas diz que José era “filho de Eli” (Lucas, cap.3 v.23).
Com a morte do pai, Maria teria se transferido para Nazaré, onde São José morava. Três anos depois realizar-se-iam os esponsais. Supõem-se que Joaquim era irmão de José, o que caracterizaria um caso de endogamia, o que era comum entre os judeus. De acordo com o “Evangelho do Pseudo-Mateus”, Maria tinha 14 anos quando foi dada como esposa a José. Trata-se de um livro apócrifo, que não merece muita credibilidade, mas diz o que nesse contexto histórico e cultural era considerado a idade apropriada para o casamento.
A mulher israelita era fortemente discriminada pala Lei de Moisés. Não podia herdar as terras do seu marido em caso deste falecer, e no Templo de Jerusalém, não podia ir além do “Pátio das Mulheres”. Não sabemos qual a preparação teológica de Maria, mas ainda hoje, em algumas Sinagogas judaicas, a preparação dada aos meninos é diferente da que está disponível às suas irmãs.
As mulheres das principais famílias de Jerusalém, no tempo de Jesus, muito raramente saíam da casa de seus pais. Só depois de casadas é que tinham autorização para sair à rua e mesmo assim, vinham com a cara tapada e tentavam passar despercebidas. No entanto, a mulher dos meios rurais, por necessidade de ajudar os seus familiares nos trabalhos agrícolas, tinha muito mais liberdade para sair de casa. A intenção deste estudo é investigar a verdadeira Maria das origens, pelo que temos de mencionar alguns aspectos da vida das mulheres nesse contexto histórico e cultural em que o domínio romano impusera a liberdade de religião, acabando
com o monopólio do judaísmo. Mas ainda predominava a religião judaica e o Templo de Jerusalém continuava como o principal centro religioso, político e econômico.
A mulher israelita era fortemente discriminada pala Lei de Moisés. Não podia herdar as terras do seu marido em caso deste falecer, e no Templo de Jerusalém, não podia ir além do “Pátio das Mulheres”. Não sabemos qual a preparação teológica de Maria, mas ainda hoje, em algumas Sinagogas judaicas, a preparação dada aos meninos é diferente da que está disponível às suas irmãs.
As mulheres das principais famílias de Jerusalém, no tempo de Jesus, muito raramente saíam da casa de seus pais. Só depois de casadas é que tinham autorização para sair à rua e mesmo assim, vinham com a cara tapada e tentavam passar despercebidas. No entanto, a mulher dos meios rurais, por necessidade de ajudar os seus familiares nos trabalhos agrícolas, tinha muito mais liberdade para sair de casa. A intenção deste estudo é investigar a verdadeira Maria das origens, pelo que temos de mencionar alguns aspectos da vida das mulheres nesse contexto histórico e cultural em que o domínio romano impusera a liberdade de religião, acabando
com o monopólio do judaísmo. Mas ainda predominava a religião judaica e o Templo de Jerusalém continuava como o principal centro religioso, político e econômico.
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